Hoje foi dia de fecharmos o semestre em nossos encontros de homens n'A Casa. Tivemos cinco sessões de conversa, com muitas histórias, risadas e aprendizado da Palavra de Deus e Seu plano para a nossa liderança espiritual a partir do lar. Nossos encontros eram sempre aos domingos de manhã, ao redor da mesa, com diálogos muito relaxados, algumas das vezes super divertidos, mas sempre apontando para Jesus e o caminho que Ele nos abriu para trilharmos.
Acredito que iniciar este movimento de encontros para conversas espirituais entre homens foi algo de grande valia para todos nós. No geral, os homens são mais racionais, diretos, objetivos, matemáticos, o que torna um pouco mais trabalhoso atingirmos graus mais profundos de partilha. É bem mais fácil falarmos dos resultados do futebol, da situação política ou de coisas do trabalho do que, propriamente, de nós próprios. No entanto, com o auxílio da Graça de Deus, tivemos momentos super interessantes, que serviram para a ajuda mútua e o enraizamento da fé em Cristo. Perguntas puderam ser feitas, descobrimos quão humanos todos somos e como a obra de Jesus e do Espírito Santo em nós é capaz de dar jeito no que parece perdido.
Quanto ao livro Homens Fortes, da Editora Fiel, o autor John Crotts cumpre bem o seu propósito de apontar caminhos para uma conversa e reflexão honesta sobre liderança espiritual na família. É claro que temos de levar em conta o contexto norte-americano, que é a sua base, mas os princípios apresentados são piedosos, bíblicos e aplicáveis para todos. Não se vê uma imposição cultural americana ou um jeito de família específico que não se possa ver apontado antes pela Sagrada Escritura. E o que se elucida é o exemplo de Jesus, as orientações do Novo Testamento e dicas simples e práticas para o ajuste pessoal e a auto avaliação.
Durante os encontros, entre partilhas engraçadas e sérias, corroboramos com o conteúdo do livro, que sinaliza a necessidade de liderança espiritual na família por meio do caráter e do exemplo. Destacou-se, também, alguns instrumentos da liderança familiar, como o culto doméstico, a oração conjunta, a leitura da Bíblia com o cônjuge, a presença na disciplina dos filhos, a pertença a uma igreja sadia e o assumir responsabilidades, como a do sustento do lar e o apoio direto à esposa em suas necessidades. Além disso, uma das conversas mais interessantes foi sobre o tema da comunicação, a partir do modelo de Jesus e do próprio Deus em toda a Bíblia. Vimos a importância de nos comunicarmos bem, uma vez que fomos criados para a comunicação, deixando aberto o nosso canal de diálogo com o Criador. Que temos de aprender o jeito peculiar de nos comunicar com nosso cônjuge, bem como com cada um dos filhos, que são diferentes entre si. Percebemos a influência que nossos pais tiveram sobre nós quanto à capacidade de comunicação e refletimos sobre a marca que temos deixado em nossos filhos neste particular, o que pavimentará o futuro deles. Assim como Jesus nos entende, somos chamados a entender cada membro de nossa família, e nos revelar a eles com graça, amor e verdade.
Encerramos o semestre muito satisfeitos com o que o Senhor ministrou a cada um de nós. Fica a certeza de que não podemos liderar a nossa família sozinhos. Não temos capacidade para tanto. Esta é uma tarefa por demais valiosa para tentarmos às cegas, na base do acerto e erro, cuidar do que nos é mais precioso nesta vida, após o próprio Jesus. Percebemos que a única atitude que devemos nutrir é a de humildade, dependendo do Senhor e de Seu Espírito, que nos dêem sabedoria para conduzirmos aqueles a quem mais amamos aos pés do Sumo Pastor!
Encerro com uma oração que escrevi no rodapé de uma das páginas do livro, ao fim do terceiro capítulo, e que espero seja uma inspiração para o seu próprio clamor perante o nosso Senhor:
"Ajuda-me, Senhor, a ser-Lhe fiel no exercício da liderança que a mim confiaste, de conduzir esposa e filhas a Ti próprio. Guarda o meu coração, para que eu seja, primeiro, aquele que vive por meio de Ti. Em nome de Jesus, amém."